domingo, 29 de abril de 2018


Numa das palestras das aulas de ontem, veio à baila o tema dos incêndios. Falávamos de motivar as pessoas ao consumo de certos produtos alimentares e de repente saltamos para o temos dos incêndios.
E a questão era a seguinte, devemos punir as pessoas que não limpam as matas ou devemos bonificar/compensar aquelas que limpam?
No meu ponto de vista, ainda que leigo, seria a punição o mais correcto, vivemos num país em que o ditado "casa assaltada, trancas à porta" é o nosso lema (generalizando). Durante anos ninguém quis saber se as matas ardiam, se a nossa mata estava em cima da casa do vizinho e se o colocaria em perigo, muito menos imaginávamos que num só dia iria haver mais incêndios que bombeiros para o seu combate.
Dei a minha opinião, que teriam de ser punidas as pessoas que não o fizessem, porque deveria estar intrínseco que ao não o fazermos colocávamos em perigo não só a  nossa vida como a de todos à nossa volta (à volta da mata). Fui apelidada de vinda da Coreia do Norte pelos meus colegas, "nesse sentido ninguém deitava lixo para o chão, ninguém batia em ninguém, todos faziam a  reciclagem e vivíamos num mundo perfeito...", resposta dada pelo psicólogo palestrante.
Para mim não vivíamos num mundo perfeito, vivíamos num mundo onde não só olhávamos para o nosso bem estar, o nosso comodismo mas passávamos a olhar também para o bem estar dos outros.
Para mim não se compensa quem faz o que deve ser feito, o que está correcto, o que devia estar intrinseco em todos nós, mas quem sou eu, vai na volta vim mesmo da Coreia e o Sr. psicólogo tem toda a razão, lei da compensação.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Deixei de ver televisão há mais de um ano, salvo excepção de quando estou a trabalhar, em que o canal ou é noticias ou é de música.
Uso o PC para ver séries e filmes e há dias que nem isso faço, há dias que fico sozinha com os meus botões, há outros que fico a fazer trabalho e ainda há outros que só tenho tempo para me deitar e adormecer.
Ontem falava com uma amiga do meu anterior curso, já não falávamos algum tempo e a certa altura partilhei com ela que já não via televisão. Ficou espantada, "Nem a casa dos segredos?", não, nem a casa dos segredos (Não sou fã!).
Este espanto em nada se compara ao do meu pai que sempre que chega a casa e me encontra a fazer o jantar no silencio dos Deuses me pergunta se estou bem e porque é que não ligo a televisão. Não ligo porque gosto do silencio, porque é o momento em que estou comigo mesma, que não estou atender pessoas, que não estou no transito (um aparte, no carro raramente ouço música), que não estou a estudar, é o momento em que estou eu, os tachos e os meus pensamentos.
Da televisão não tenho saudades, o que mais gostava de ver era o masterchefe australiano e programas de culinária mas já nem isso me faz ligar a televisão. Novelas nunca foi a minha onda, programas da manhã muito menos, pouco mais fica a sobrar, sendo assim continuarei dedicada às séries e aos filmes que vão saindo e ao meu sossego enquanto faço o jantar.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Hoje é dia de folga, é dia de pastelar, não fiz nada até agora, temo que não vá fazer muito mais nas próximas horas (tirando o jantar).
Ás vezes é preciso não fazer nada e quanto menos tenho a fazer, menos faço.
Amanhã volta a ser dia de folga, aulas de manhã e de tarde, de tarde vou passear e tirar fotografias, um dos passatempos que ganhou nos últimos meses. Passear e fotografar.

domingo, 8 de abril de 2018

O que me deixa mais triste

Poucos meses após a perda da minha mãe, um mês para ser precisa, zanguei-me com o meu tio, ou antes o meu tio zangou-se comigo por um mal entendido criado pela minha avó. É o meu tio mais novo, era o tio por quem tinha mas estima, aquele que me fazia recordar a minha infância, os momentos no parque, na eira, no baloiço de casa, as voltas de mota e muitas outras recordações boas.
Ele foi-se da minha vida.
Meses mais tarde, percebi que não foi só ele que se tinha ido da minha vida, foi a minha prima (filha dele, foi o meu padrinho e foi a minha madrinha (todos eles irmãos da minha mãe).
Nunca consegui fazer o luto destas partidas, nunca consegui perceber a ida embora daqueles que esperava ter por perto, para me "protegerem", para que nos protegêssemos uns aos outros, mas simplesmente foram-se. 
O meu tio é o único que se vai mantendo por perto, apesar de ter sido o único com quem me zanguei, e hoje quando me tocou a campainha, com uma caixa cheia de amêndoas, percebi que o mais dói é não me conseguir dar, não conseguir encara-lo, olha-lo e ser como sempre foi.
A morte não une, a morte só separa.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Quando esperamos três semanas para voltar a ter um fim de semana de folga e temos aulas no sábado, das 9h às 18h. Ok!

terça-feira, 3 de abril de 2018

Quando me ausentei do blogue ausentei-em também das visitas diárias que fazia aos outros blogues, agora que voltei fui tentar recuperar alguns dos que gostava mais de ler, qual não é o meu espanto que muitos deles já não existem :(.
Estou triste!

quinta-feira, 29 de março de 2018

Quando decidi deixar de escrever não tinha muito a dizer, a minha vida estava vazia, eu estava oca e inundada pela tristeza.
De repente comecei tudo do zero, fiz asneiras antes, achei que determinadas situações me dariam escape para a dor que sentia e arranjei uma dor ainda maior. Quando me recordo de Setembro de 2016 vejo-me pequenina, encorrilhada e perdida.
Com o tempo fui recompondo as coisas, solteira, livre e sem trabalho.
Comecei pelo trabalho, um que não me desse dores de cabeça, que fosse só e apenas chegar lá trabalhar, vir embora e não usar muito o cérebro. Este entusiasmo todo acabou quando a meio de 2017 me comecei a sentir frustrada e precisava de mais para me sentir realizada, vai então que me inscrevi num mestrado horário laboral (doideira), o qual estou a frequentar, mesmo continuando a trabalhar. 
Em casa virei a "mãezinha" e vou fazendo tudo e ralhando muito para que os homens cá de casa ajudem.
Resumindo, neste momento sou, dona de casa, funcionária, estudante e namorada. Não me resta muito tempo para respirar, há dias que nem para dormir, há outros que só quero desistir, mas estou viva, sinto-me viva.