quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Cusca que sou...

Uma pessoa está numa sala de espera, à espera que a mãe faça mais um dos 20mil exames que tem para fazer, claro está que se tem de entreter com alguma coisa.

Ontem prestei especial atenção a um rapazola que conversava com a sua mãe. Estava muito feliz com a sua conquista, a miúda andou a encornar o namorado com ele, mas agora terminou tudo e estava com ele. Nada sério dizia ele, até porque ainda saiam em segredo, mas os pais dela já sabiam da existência dele. Nada sério portanto! A mãe muito preocupada disse-lhe para não magoar a miúda e de seguida perguntou-lhe se gostava dela. "Gosto, quer dizer, gosto de estar com ela e é sempre bom ter companhia para ir sair, ir ao cinema, ..."
A pergunta chave foi quando a mãe lhe perguntou se não tinha medo que ela lhe fizesse igual, que o andasse a enganar. "Não, eu não sou otário, ela a mim não fazia metade do que fez ao outro!" "Quando ela me deixar de responder às mensagens eu desconfio logo, sou ciumento, tu sabes. Mas eu confio nela, ela a mim não me faz isso"
A conversa continuou por ali fora, até que "fomos" interrompidos pela funcionária que chamou a mãe dele.

Não compreendo o que leva alguém a pensar que o outro é otário e ele um dia não o pode vir a ser. Bem sei que as pessoas mudam, que o facto de a miúda ter traído o ex namorado não significa que o vá trair também, mas eu era incapaz de ficar com alguém que tivesse traído a namorada. Para além de que era incapaz de compactuar com tal coisa.
Sou da opinião que quem não está bem dá meia volta e segue a sua vida, ninguém é obrigado a estar com alguém que não se gosta, muito menos estando a enganar a outra pessoa.

Um comentário:

  1. Haha ri-me com essa história, concordo totalmente contigo, ele é mais otário do que julga!

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