terça-feira, 29 de março de 2016

Máquinas de fazer bebés substituirão sexo em 30 anos

"Será através destas máquinas que os progenitores terão a possibilidade de personalizar o bebé ao seu gosto, tendo logo numa fase inicial a possibilidade de saberem se será atraente, inteligente ou saudável, estando portanto habilitados a prevenir qualquer situação possível, diz o Mirror."

O ser humano passará a ser personalizável, acho que sim, já me estou a ver a opinar na "confecção" do meu neto.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Cada vez tenho menos esperança nas pessoas.
Há uma semana atrás fui buscar um cliente, pelo caminho trocamos algumas palavras em que o tema era mesmo a falta de esperança que se tem nos outros.

Dizia-lhe que achava triste eu não ter esperança nas pessoas, pensar sempre o pior e não acreditar e esperar sempre o pior. Com o seu sotaque brasileiro dizia-me ele que tinha um cunhado igual (por acaso o cunhado também é nosso cliente). Que há uns anos atrás dizia, "espero sempre o melhor das pessoas, até que me provem o contrário", agora com o passar dos anos a frase mudou e é "espero sempre o pior das pessoas, até que me provem o contrário".

A segunda frase é basicamente o que eu digo. Sábado foi um dia difícil, esperamos sempre o pior mas da nossa família, da nossa família esperamos o melhor. Mas há um dias, antes não houvesse, em que eles nos mostram o seu pior e aí, aí a desilusão é pior.

Há dias em que me apetece desaparecer, não desaparecer, mas ir sem destino, no gênero do "into the wild" ou num mais calmo, "Comer, orar e amar".
Sem dúvida alguma que o som que me acompanharia seria o  Eddie Vedder.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Amanhã é feriado e aqui a Je vai trabalhar e cheira-me, cheira-me só, que vai ser um dia do caraças.

quarta-feira, 23 de março de 2016


Não é que me faça assim muita diferença, tenho não sei quantos canais alguns dos quais só passam filmes, mas caramba por vezes sabe bem voltar à adolescência e apenas deitar no sofá ligar a TV e ficar a pastelar.
Lembro-me dos domingos na ronha, no conforto da sala a ver aquilo que passava na TV, a única escolha era entre os quatro canais, antes das modernices.
Quando tinha de estudar era um desatino, porque gostava mesmo de aproveitar os domingos a ver os filmes que passavam na TV.  Não me peçam para explicar a sensação, os sentimentos, mas era algo que gostava mesmo. Era bom não ter de fazer escolhas, apenas deixar-me estar e ver o que alguém se tinha lembrado que iria passar no domingo à tarde.

Bem sei que agora há muitos canais à escolha, que há variadíssimas formas de ver filmes, que todos nós temos ao acesso de um clic o último filme que saiu no cinema mas gosto desta despreocupação, de me deitar no sofá e apenas ver. 
É o voltar à minha adolescência e das tardes de domingo chuvosas e deliciosas.

terça-feira, 22 de março de 2016

Do trabalho

Continuo a ser muito bem tratada, basicamente sou a menina do sítio.
Ando de um lado para o outro, ora é preciso uma peça, ora é preciso ir a uma sucata, levar um cliente ou buscar. Há dias em que não paro um segundo, tal como hoje.

O engraçado é quando sou eu que tenho de  ir às sucatas buscar material. Há locais que noto claramente que não é normal serem as mulheres a tratarem deste tipo de coisas, que estão habituados aos homens mas no final sou igualmente bem tratada.
A semana passada fiquei bastante admirada quando fui a uma sucata, especializada em peças de Mercedes, e vejo que quem me atende é uma mulher.
Até agora só tinha lidado com homens, mas já percebi que este também é um mundo de mulheres.

As mulheres são incríveis
adaptam-se a qualquer situação.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Imagens que me inspiram...



Desde o último post nada pouco há acrescentar.
- Ainda não encontramos o lugar de sonho e já fomos avisados que por esta altura já está tudo mais que marcado;
-Nunca imaginei que os senhores das quintas demorassem semanas a responder e que atender o telefone era uma miragem;
-Já tive ataques de bipolaridade, de histeria e de choro pelo caminho;
-Já estivemos num local que estava muito próximo do que pretendíamos mas para além de ter a agenda cheia, só restavam sextas e domingos, o salão tinha um senão;
-O namorado morreu de amores por um espaço, mas eu esquisitinha que só ainda não me rendi.

Assim continuamos, por este andar caso em 2018 ou 2019 que é ímpar e gosto mais.



segunda-feira, 14 de março de 2016

Coisas que me irritam...

Por norma tenho um cuidado especial pela natureza, pelo planeta e por tudo o que em rodeia.
Raramente masco pastilhas (chiclas ou chicletes), quando acontece tento sempre deitar a dita num caixote do lixo e de preferência embrulhada num papel. Nunca deito nada vidro do carro fora e o mesmo se aplica quando vou na rua, não deito nada para o chão.

Vai daí, que quando vejo chicos espertos na rua a deitarem papeis para o chão salta-me a tampa. Por norma gosto do "caiu-lhe sem querer", "o lixo é ali à frente".
O caiu-lhe sem querer arrecada olhares incrédulos, vergonha ou até mesmo caras de pau. Há de tudo minha gente. Mas por norma funciona muito bem.
Ainda não arranjei solução para os condutores fumadores, mas vou estudar o mercado e arranjar uma boa solução, espero!

Então lembrei-me e acho que vou criar o movimento "caiu-lhe sem quer", pelas ruas limpas, pelo civismo e pelo bom senso.
Não me parece que em casa deixem o lixo por onde passam, mas sim no caixote do lixo.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Primeira amiga grávida...

e é a loucura, é a loucura. É tão a  loucura que me dá vontade de colocar as mãos na máquina de costura e saírem de lá coisas maravilhosas.

Sempre gostei de bébes, sempre quis ser mãe, ser mãe é sem sombra de dúvidas o meu maior sonho, bem maior que ir à muralha da China e conhecer a Ásia.
Vai daí que quando soube que uma das minha amigas desde sempre, a mais antiga penso eu, ia ser mãe fiquei bastante feliz por ela. Talvez por o meu relógio biológico já ter chamado por mim, talvez por querer ter três filhos pelo menos e não me importava nadinha de já ter tido um, talvez por também eu ansiar por viver uma gravidez, fiquei feliz como se fosse eu.

Como sou dada aos trabalhos manuais, às costuras, aos tricots e aos bordados achei por bem oferecer umas prendinhas à minha "sobrinha" feitas por mim.
Já vos falei da mania que tenho em oferecer presentes feitos por mim? Não? Pois muito bem, sempre que posso gosto de oferecer coisas feitas por mim. São feitas com amor e carinho e tornam-se especiais.




quarta-feira, 9 de março de 2016

Diário DO casamento #2

As quintas...


Ainda só visitamos três quintas, uma das quais é a  mais famosa das redondezas. Quisemos que fosse das primeiras pois é daquelas que enche com dois anos de antecedência.
Tinha as expectativas altas, sempre ouvi dizer que eram lindíssimas, o grupo tem quatro quintas, que o serviço era do melhor que há e que ia ficar encantada.

O atendimento foi espetacular, tivemos um reunião bastante esclarecedora, realmente têm um serviço fantástico, o preço é bastante bom para tudo aquilo que oferecem mas depois, depois quando chegamos ao local eu percebo que não é o que pretendo. Achei o espaço exterior pequeno, o interior demasiado moderno, muito retangular e uniforme. Gosto de coisas com vida, com movimento e aquele espaço pareceu-me parado, morto. Não me tocou o coração e fiquei desapontada, porque o serviço era mesmo bom.
Tenho familiares que já foram a um casamento do grupo e dizem que não falta nada, desde comida, bebida, limpeza e são bastantes atenciosos com tudo. Comida e bebida são das coisas que mais prezo, seguido da animação que o que a malta quer é festa.


Sendo assim, sábado e domingo temos uma maratona de quintas, marcamos as que mais podíamos para ver se despachamos esta parte chata. Chata porque eu tenho um estilo de casamento pré definido, tenho uma ideia das coisas, depois torna-se difícil encontrar algo como eu realmente quero. Quem me manda andar há dois anos a pensar no casamento? 

terça-feira, 8 de março de 2016

Um dia...

Adoro viajar, gostava de conhecer o Mundo, adorava conhecer cada recanto, as aldeias mais escondidas e os segredos que só quem é da terra conhece.
Já vivi em Coimbra, tive uma passagem por Itália, Viseu e sou natural de Famalicão, onde passei a maior parte da minha vida até então.
A minha experiência em Itália foi realmente aquilo que eu gostava  que fosse a minha vida. Conhecer um local, trabalhar e saber como realmente é o dia à dia de quem lá vive.

Tenho uma paixão imensa pela Ásia, acho mesmo que devia ter nascido do outro lado do Mundo, como nasci por cá sonho um dia poder conhecer os recantos  do continente que mais me chama.
Como ainda não chegou o dia, espero que esteja para breve, vou vivendo todos os dias o dia à dia de um grande amigo do namorado.

Backpacking the Dream, é nada mais nada menos que uma viagem durante 6 meses pela Ásia. Já passou pela Índia, pela Tailândia, pelo Camboja, Nepal, Mumbai, Malásia, Singapura, Vietnam...
Desta viagem podem esperar locais conhecidos pelos turistas, ida às aldeias mais escondidas através do conhecimento dos locais, histórias de como chega aos locais, meios de transporte e dinheiro gasto e a certeza que só alguém com um espírito muito corajoso poderia entrar nesta viagem.
É uma viagem de vida, de conhecimento e acima de tudo de muito enriquecimento.

Um dia, um dia também eu farei algo assim. Podem ter a certeza!

sábado, 5 de março de 2016

Um amor que cresce a cada dia

Quem me segue no Instagram sabe que a maior parte das minha fotos ou é a minha coisinha fofa, o meu gato lindo, ou as minhas suculentas.
Adoro catos, adoro suculentas e tenho uma boa coleção. Hoje tirei uma parte da tarde para tratar delas, dar-lhes amor, e fazê-las crescer e propagar.
É uma terapia, adoro a natureza, ainda não percebi porque não virei hippie (o meu namorado não alinha muito nessas coisas), mas vivia muito bem em pleno com a natureza, só eu e ela e por vezes eu ela e o Mundo.




Na varanda cá de casa, vivem orquídeas (a paixão da minha mãe), suculentas, muitas suculentas, cactos e jacintos. Tenho um jardim, mesmo ali ao sair do quarto.

terça-feira, 1 de março de 2016

Desta vida...

Numa das vezes que fui às urgências com a minha mãe encontrei os pais de uma ex colega de secundário.  Apenas os devo ter visto umas duas vezes na vida, mas pareciam-me eles. A senhora estava um pranto, chorava, estava devastada, o senhor confortava-a dizia-lhe para não se preocupar e para se acalmar. Dócil e carinhoso.
Percebi, pelas atitudes que algo não estaria bem e que seria com o senhor.

O tempo passou, e ontem vi que o senhor tinha falecido. Não quis crer, reli, li e voltei a reler. Era mesmo verdade.
Vi na senhora, vi na filha, minha ex colega a dor que também eu sinto, a perda enorme e o vazio. Mandei-lhe uma mensagem, não podia não tentar conforta-la fosse de que maneira fosse. Sei que não há muito a fazer ou dizer, que por muito que nos digam não passa mas as dores são iguais, as histórias parecidas.

No dia que os vi, foi o dia em que o pai dela descobriu que tinha cancro.

Por vezes dá-me vontade de espancar a vida, de lhe apertar o pescoço, depois penso e não sei se é à vida que devo fazer isso, na verdade não sei contra quem me revoltar. Só sei que a vida, ou a nossa passagem pela terra pode ser muito injusta, muito cruel, mas depois, depois só depende de nós a tornar mais dócil, mais fácil e mais confortável.
Não sei se é um teste, se simplesmente é um ter de ser, mas eu sou mais forte.